
A conta não fecha para os educadores de Coxim. Enquanto o SIMTED e a FETEMS lutavam por um reajuste digno de pelo menos 5,4% para repor perdas e valorizar quem carrega o futuro da nossa cidade nas costas, a prefeitura deu o veredito: enviará à Câmara um projeto de apenas 2,87%.
Por ampla manifestação, em assembléia, os trabalhadores da educação rejeitaram a proposta, sob o entendimento de que o percentual apresentado é insuficiente e inferior ao índice previsto na Lei do Piso do Magistério e na Medida Provisória publicada pelo governo Federal. A categoria também destacou que não é aceitável que os professores tenham reajuste inferior ao reajuste geral.
O “MÍNIMO DO MÍNIMO” A gestão municipal se defende usando o reajuste de 2025 como troféu, mas a verdade atual é nua e crua: esses 2,87% são apenas o limite extremo para que o município não descumpra a lei federal do piso nacional. Ou seja, não é um “presente” ou “valorização”, é apenas a obrigação legal sendo empurrada com o mínimo esforço.
A DESCULPA DA “CRISE” O prefeito Edilson Magro justifica o baixo índice com a velha tese da “queda de receitas” e a necessidade de “prudência financeira”. No entanto, o que a população e os professores perguntam é: por que a corda sempre arrebenta no lado mais fraco? Enquanto o discurso é de cautela excessiva, o profissional da educação precisa lidar com o custo de vida que não para de subir.
PROMESSA PARA O FUTURO? O governo afirma que o diálogo continua e que, se a arrecadação melhorar, poderá rever os valores. Mas quem vive de promessa é santo; o professor vive de salário. O projeto agora segue para as mãos dos vereadores na Câmara Municipal.
Fonte: Paulo Monteiro










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